Escassez de matéria-prima pode afetar setor de distribuição?

A China é o principal fornecedor de matéria-prima do segmento de distribuição de insumos, porém, nos últimos anos o país tem registrado o fechamento de algumas fábricas, impactando em todo a estrutura e abastecimento do setor.

Esse fenômeno é consequência das novas medidas adotadas pelo Governo Chinês que prevê o endurecimento das normas do sistema produtiva das indústrias para atender as práticas sustentáveis.

“Esse cenário tem levado a uma profissionalização das empresas fornecedoras e também uma consolidação dos payers, reduzindo a quantidade de agentes envolvidos nesse elo cadeia” relata Renato Serpahim, CEO do Grupo Agro100 e AgroFerrair,

O Executivo lembra também que com a guerra comercial entre Estados Unidos e China muitas empresas chinesas vão tentar acessar o mercado brasileiro diretamente, uma vez que elas não conseguirão manter as relações comerciais com o setor agrícola norte-americano.

“As  empresas brasileiras precisam desenvolver fortes alianças com fornecedores para suprir esse possível gap de falta de produtos” alerta Seraphim. Esse novo cenário deve impactar também o agricultor, levando ao aumento no custo da aquisição dos produtos “O Agricultor deve ficam atento as empresas, pois, muitas não terão condições de entregar o produto comercializado” ressalta o CEO.

Principais Desafios para o futuro

A escassez de finaciamento público para o setor de distribuição tem levado a uma consolidação dos players. Para se ter uma ideia do cenário atual, no Brasil, cerca de 50 cooperativas e distribuidores são responsáveis por 35% do mercado nacional.

“Além de oferecer serviços, tecnologias e produtos, os distribuidores também são uma espécie de banco para o agricultor se financiar” lembra Renato. “Nós também vamos precisar buscar novas modalidades de financiamento como CRA, fundos de investimentos externos e uma sinergia maior com fornecedores para possibilitar a operação” completa Seraphim.

De modo geral, os riscos do setor vão aumentar. Vale lembrar que, atualmente, a inadimplência já é alta no segmento. “Será preciso ter um gerencimento de risco e de carteira para a sustentabildiade do negócio” alerta o executivo.

Perfil do novo agricultor

O processo de sucessão familiar no agronegócio tem proporcionado uma nova geração de agricultores, que são mais conectados, informados, exigentes, tecnificados e vão demandar novos modelos de negócios.

Para Renato, o grande desafio dos distribuidores será compreender como será o relacionamento desses novos agricultores com o negócio. “Teremos uma mudança no comportamento de compra, o agricultor está mais antenado ao momento

da compra e da venda. Aquelas empresas que querem vender pacote estão mais fadadas ao insucesso, é preciso compreender essa nova sistemática do negócio” ressalta Seraphim.

Além de oferecer produtos de qualidade, os distribuidores também terão que atuar no segmento de serviços junto ao agricultor, como consultoria e parcerias. “Serviços de aplicação de produtos será fundamental. É preciso haver uma conexão entre produtos e serviços para o agricultor gerir melhor o negócio dele” afirma Seraphim.

Visão sobre a Ourofino Agrociência

“Eu vi a Ourofino Agrociência nascer, a construção da fábrica em Uberaba e a busca por novas tecnologias, algo muito importante, pois, mesmo atuando no segmento de genéricos a empresa se preocupa em oferecer soluções diferenciadas” relata Seraphim

 O propósito da Ourofino Agrociência  está relacionado ao compromisso de inspirar uma nova era de desenvolvimento, produtividade e crescimento, criando novas possibilidades para os desafios da agricultura brasileira.

A empresa investe no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições da Agricultura Brasileira, para oferecer tecnologias de alta performance no ambiente tropical, como o Brasil. Sâo os chamados Produtos Reimaginados

“Hoje eu uso os produtos da Ourofino Agrociência no portfólio do Grupo Agro100 com a certeza de que eles foram testados e vão oferecer alta performance aos nossoas clientes” afirma Seraphim”.