Chuvas elevam pressão da cigarrinha-das-raízes e exigem atenção redobrada no canavial
Período de alta umidade do solo cria condições ideais para a proliferação da praga, elevando riscos à produtividade e à qualidade do canavial
Com a intensificação das chuvas, que se estendem até meados de abril em algumas regiões do Brasil, cresce também a pressão de uma das pragas mais desafiadoras da cana-de-açúcar: a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva spp.). Altamente dependente da umidade do solo, o inseto encontra no período chuvoso as condições ideais para completar seu ciclo de vida, elevando rapidamente os níveis de infestação nos canaviais.
Entre 20 e 30 dias após as primeiras chuvas, já é possível observar o surgimento das primeiras cigarrinhas adultas no campo. As ninfas, que permanecem no solo e se alimentam das raízes, dependem diretamente da umidade para sobreviver e se desenvolver. Em áreas com maior presença de palha, comum na colheita mecanizada, o ambiente se torna ainda mais favorável à proliferação da praga.
Os danos vão além do aspecto visual da lavoura. Infestações severas podem provocar amarelecimento e secamento das folhas, redução do desenvolvimento das plantas e impactos significativos tanto na produtividade (TCH) quanto na qualidade do açúcar (ATR), com perdas expressivas quando o manejo não é realizado no momento adequado.
Em situações de alta pressão da praga, as perdas podem ser expressivas. A infestação da cigarrinha-das-raízes pode levar a reduções de 60% a 80% na produtividade dos canaviais, dependendo do nível de infestação, da variedade da cana e da época de colheita. Estima-se ainda uma perda média de 7 a 8 toneladas por hectare para cada 10% de colmos afetados. (Fonte: Embrapa e diversas entidades e especialistas do setor).
Além do impacto em volume, o ataque da praga compromete a qualidade da matéria-prima, com redução de até 30% no teor de sacarose e queda nos índices de Brix, refletindo diretamente no rendimento industrial.
“A cigarrinha-das-raízes é uma praga que se torna especialmente agressiva no período chuvoso. Algumas variedades de cana são mais suscetíveis, e os danos afetam diretamente tanto o volume produzido quanto o
teor de açúcar da planta”, explica Michel William Daniel, engenheiro agrônomo da Ourofino Agrociência. Segundo ele, o monitoramento constante e o manejo antecipado são decisivos para evitar prejuízos irreversíveis ao canavial.
Estratégia de controle da cigarrinha-das-raizes
Diante desse cenário, o especialista reforça a importância de estratégias integradas d e manejo, que combinem monitoramento, práticas agronômicas adequadas e ferramentas de controle capazes de reduzir a população da praga desde o início do ciclo. A rotação de produtos com diferentes modos de ação também é fundamental para preservar a eficiência do controle ao longo do tempo.
Nesse contexto, soluções desenvolvidas especificamente para a realidade da cana-de-açúcar brasileira ganham relevância. Com o Diamante BR, da Ourofino Agrociência, os produtores contam com uma ferramenta eficiente para o manejo da cigarrinha-das-raízes, contribuindo para a redução da população no canavial e para a preservação do desenvolvimento da cultura, da produtividade e da qualidade da matéria-prima.

