Ácaro-da-leprose: Esteio chega para auxiliar no combate aos ácaros em citrus e café

** Data da publicação 09/02/2022

Conheça o ácaro-da-leprose: principais características e o histórico da praga

Um grande desafio que a citricultura brasileira enfrenta é a proliferação do ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis). O transmissor da doença provocada pelo vírus Citrus leprosis (CiLV), atinge regiões tropicais e subtropicais das Américas. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1933 e se manifesta nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Ceará e Pernambuco.

O transmissor é considerado uma praga-chave no cultivo das culturas, em razão dos danos causados à produção, gerando perdas e atingindo a vitalidade das árvores.

O ácaro-da-leprose atinge os cafezais desde a safra 1991/1992, quando foi descoberto como uma nova ameaça ao plantio. Na cafeicultura, essa praga está presente nas principais regiões produtoras do grão, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Paraná. Os maiores prejuízos ao café são os danos à estrutura e vitalidade da planta, além da  queda prematura das folhas e frutos e a seca de ramos.

Principais características e ciclo reprodutivo

O ácaro-da-leprose se caracteriza por um corpo achatado, com duas setas sensoriais e quatro pares de pernas.  Ele possui coloração alaranjada, com manchas escuras que variam conforme a temperatura, alimentação e idade da praga. As fêmeas medem aproximadamente 0,30 mm de comprimento por 0,16 mm de largura. Os machos, que representam 1% da população, são um pouco menores e têm a extremidade posterior do corpo mais afilada.

O ciclo de vida do ácaro-da-leorose varia de acordo com as condições climáticas. Em torno de 17 dias em períodos de calor e até 35 dias em temperaturas baixas. Sua reprodução concede quatro estágios ativos (larva, protoninfa, deutoninfa e adulto) e outros quatro imóveis ou quiescentes (ovo, protocrisálida, deutocrisálida e teliocrisálida).

Os ovos apresentam coloração alaranjada com consistência mole e bastante adesiva. Em poucos minutos exposto ao ar, o ovo passa para o estágio larval, tornando-se firme e brilhante. Posteriormente, iniciam-se os estágios de ninfa que dão origem aos adultos. A reprodução do ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) em sua maioria ocorre por partenogenese telítoca, onde fêmeas não fecundadas darão origem a fêmeas. O ácaro se faz presente o ano todo nos cultivos, com picos populacionais em épocas de menor fluxo pluviométrico.

Quais as culturas afetadas pelo ácaro-da-leprose e os danos causados?

O ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) é um conhecido de longa data de produtores de citrus e café. Isso porque a praga causa grandes danos nas duas culturas. No café, há outros inimigos mais preocupantes, porém, a atenção para evitar o descontrole desta praga é muito importante para não causar danos acentuados também nessa cultura.

No citrus, o ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) é conhecido por causar lesões na planta, possibilitando a queda dos frutos. Além disso, as árvores atacadas têm a vida útil reduzida.

Os sintomas da leprose podem ser identificados pelas manchas amarelas nas folhas, lesões nos ramos e manchas também nos frutos.

Segundo o gerente de marketing de grandes culturas da Ourofino Agrociência, Lenisson Carvalho, o produtor deve se atentar ainda mais no período de clima seco e quente. “No caso do ácaro-da-leprose, os ataques mais severos são frequentemente reportados em períodos de estiagem e de altas temperaturas, uma vez que essas características intensificam a sua incidência populacional.”

De acordo com a Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, na safra 2020/2021 a leprose causou a queda prematura de aproximadamente seis milhões de caixas.

Na cafeicultura, o ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) causa lesões nos frutos de formas irregulares, começando pela cor marrom claro e atingindo tons mais escuros, quando demais fungos passam a atacar a planta através da lesão.

Nas folhas, os sintomas podem ser identificados de algumas formas, com lesões em formato de pontos com coloração amareladas, lesões em forma de anéis também de cor amarela ou até mesmo com manchas irregulares seguindo a nervura das folhas.

Com todas essas lesões, a desfolha ocorre de forma acentuada, diminuindo a capacidade de fotossíntese das plantas e assim causando a queda de produtividade da planta.

Estratégias para o o manejo de ácaros

A principal medida para identificar a existência do ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) na citricultura e assim tomar a decisão necessária é o monitoramento. Porém, segundo informações da Fundecitrus, é muito comum realizar a amostragem de forma incorreta, acarretando em erros de até 70%.

Na amostragem, o produtor e os inspetores devem verificar os frutos internos das plantas e que estejam maduros ou com verrugose. Após isso, a análise deve ser realizada com uma lupa. Toda inspeção deve vistoriar de três a cinco frutos por plantas e abranger pelo menos 1% do total de plantas do pomar.

Caso os talhões apresentem 10% ou mais de frutos infestados pelo ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis), a aplicação do defensivo deve ser realizada o mais rápido possível a fim de evitar maiores danos.

Conheça a nova solução da Ourofino Agrociência para o manejo de ácaros

Para contribuir com o manejo de ácaros, a Ourofino destaca o Esteio ®, novo produto da companhia desenvolvido para o controle de ácaros nas culturas de citrus, café e tomate. O produto é capaz de quebrar o ciclo de vida das principais espécies com apenas uma aplicação.

“Além de oferecer um período de controle maior, é um produto seletivo aos inimigos naturais e uma excelente ferramenta para o Manejo Integrado de Pragas (MIP)”, comenta o especialista da companhia.

Além disso, o Esteio ® possui diversos benefícios, como a sua baixa solubilidade em água e ação ovicida, que evita o aparecimento de novos ácaros. Inclusive, o acaricida possui forte ação lipofílica, o que permite uma melhor interação do produto com a camada cerosa da folha, possibilitando melhor distribuição do produto sobre a planta.

Outro fator importante do novo acaricida é que possui efeito em todos os estádios de desenvolvimento da praga.

Este novo lançamento chega em um momento importante para a companhia, que investe parte significativa do seu orçamento em inovações pensando sempre no progresso da agricultura nacional. Somente no exercício de 2021/2022, seis produtos foram lançados e há ainda a previsão de outras novidades neste e nos próximos anos.

Capa folheto acaricida Esteio

Brasil é líder mundial em produção e exportação de citrus

A liderança mundial em produção e exportação fica com o Brasil. Cerca de 80% da produção mundial da cultura se concentra em terras brasileiras. Segundo o Fundecitrus, Fundo de Defesa da Citricultura, a safra 2021/2022 deve atingir 294,17 milhões de caixas em uma área de 346 mil hectares, resultando em uma produtividade de 850 caixas por hectare.

As expectativas de produtividade da safra atual representam um aumento de 15,33% sobre os dados consolidados da safra 2020/2021, que totalizaram 737 caixas por hectare.

Confira os números do mercado de café no país

A vocação do Brasil para a agricultura é reconhecida internacionalmente. De todas as culturas produzidas no país, o café e o citrus têm grande destaque e influência, tanto no mercado nacional como no mundial. Porém, é importante sempre buscar novas estratégias e soluções para manter a grande produtividade do país.

O café não possui origem no Brasil, mas encontrou aqui o local ideal para se desenvolver e assim tornou-se fonte de renda para diversos trabalhadores há mais de 200 anos. Segundo dados do quarto levantamento da safra de 2021 da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo em bienalidade negativa, a produção de café em 2021 chegou a 47.716 mil sacas beneficiadas.

A bienalidade negativa é um fator biológico, após uma safra de alta produtividade, a planta de café diminui seu ritmo para se reestabelecer, gerando menos frutos, e assim voltar a produzir em níveis maiores no próximo ciclo.

O café arábica foi a principal variedade produzida, sendo colhidos 31.423,5 mil sacas, cerca de 65% da produção total. O conilon, por sua vez, representou 34,4%, com 16.292,5 mil sacas.

No cenário das exportações, de janeiro a novembro do ano passado, cerca de 38,4 milhões de sacas partiram para o exterior, representando cerca de US$ 5,6 bilhões. O Brasil mantém essa importante marca há mais de 150 anos e é responsável, sozinho, por 30% da produção mundial, segundo a Conab.

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