Desde a década de 70, os cafeicultores brasileiros lutam contra a ferrugem-do-café (Hemileia vastatrix), principal doença da cultura, que traz perdas expressivas de produtividade. Presente em todas as regiões brasileiras com o cultivo do café arábica, a doença também é conhecida como ferrugem-alaranjada-do-cafeeiro, onde um fungo causa a desfolha da planta e o consequente secamento dos ramos produtivos.

De modo geral, os meses de maior incidência são de novembro a janeiro, ou seja, na época mais chuvosa. Porém, a ferrugem vai se expressar com maior intensidade entre maio e julho, quando o cafeeiro completou o enchimento de grãos. Para Mário Ferraz, gerente de desenvolvimento técnico da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), quando as condições climáticas favorecem a proliferação da doença, os danos são severos e sentidos em mais de uma safra. “A lavoura é infectada no verão, sendo que a desfolha acontece no inverno, quando vem a florada já prejudicada. O prejuízo não fica só no ano agrícola vigente, mas passa para o seguinte também”.

Isso se explica pois o café é uma cultura bianual, que tem variações de alta e baixa produção. No caso da ferrugem, existe relação direta entre o ataque da ferrugem e a carga pendente da lavoura. Isso porque quando a planta está em anos de alta produção, gasta mais energia para nutrir seus frutos e fica mais vulnerável ao ataque do fungo.

Mário Ferraz explica que a doença ocorre todos os anos quando o assunto é o café arábica, mas sua intensidade depende dos tratos culturais, clima, produtividade, espaçamento e até mesmo o manejo realizado. Em média, as perdas ocorrem na ordem de 20% a 40%, mas existem estudos que apontam prejuízos de até 80% isto na ausência dos tratamentos fitossanitários necessários a boa proteção do cafeeiro.

As principais variedades de café plantadas no Brasil: Catuaí e Mundo Novo, são altamente sensíveis a ocorrência da ferrugem, porém são variedades que respondem significativamente ao manejo para que se possa controlar a doença. “O melhor manejo para controle da ferrugem, além de outras doenças do cafeeiro, é a prevenção. Os tratos vão além de um simples combate a doença, ele deve ser iniciado com emprego de boas técnicas de nutrição, tanto a básica realizada no solo, como a complementar no tratamento via folha, que inclui macro e micronutrientes. Não adianta cuidar da ferrugem e esquecer da parte nutricional. A boa proteção do cafeeiro contra eventos fitossanitários passa por um programa adequado de nutrição, entre outros. Outras variáveis devem ser consideradas para o controle eficaz da ferrugem, tais como o controle químico. Este, via solo e via folha, deve ser feito de forma racional através da utilização de produtos aprovados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O segmento das indústrias de defensivos agrícolas investem anualmente vultosas somas financeiras em pesquisa para trazer a melhor proposta de manejo químico, sempre com base na melhor proteção da planta aliada ao menor impacto no ambiente, o que tem contribuído para um bom manejo” afirma Ferraz.

NotávelBR

Para auxiliar o produtor brasileiro no combate a ferrugem-do-café, a Ourofino Agrociência conta com o fungicida NotávelBR, produto a base de flutriafol, que conta com rápida absorção do ativo pelas partes verdes da planta, resultando em proteção acelerada do café contra a ferrugem. O produto, que tem como atributo único sua alta sistemicidade, o que favorece rápida interação com solo e planta, é prontamente absorvido pelas raízes (quando aplicado no solo) e pelas folhas (quando aplicado na parte aérea), oferecendo resultados consistentes mesmo na ferrugem tardia.

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