
Ferrugem-asiática ou ferrugem-da-soja
(Phakopsora pachyrhizi)
Curiosidades: as primeiras ocorrências da ferrugem-asiática no Brasil ocorrem na safra 2001/2002. A partir de então ela tornou-se uma das principais doenças da cultura da soja. Extremamente agressiva, ela é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que muda de maneira rápida e se adapta facilmente, tornando-se mais resistente.
A facilidade de dispersão dos esporos do fungo facilita a proliferação da doença, que não respeita fronteira agrícola. Com isso, regiões que a epidemia mais cedo podem influenciar áreas que cultivam a soja mais tarde.
Nome científico: Phakopsora pachyrhizi
Nomes populares: ferrugem-asiática, ferrugem-da-soja
Danos: a ferrugem-asiática é uma doença agressiva que, inicialmente, causa pequenas lesões escuras nas folhas. Na parte interna da folha surgem pequenas verrugas, chamadas de urédias, local onde o fungo produz seus esporos, culminando na senescência prematura das folhas e a diminuição do peso dos grãos.

Principais culturas da ferrugem-da-soja ou ferrugem-asiática
(Phakopsora pachyrhizi)

Trigo

Soja
Como identificar a ferrugem-asiática ou ferrugem-da-soja?
(Phakopsora pachyrhizi)
Os sintomas da ferrugem-asiática ou ferrugem-das-soja podem se manifestar em qualquer estádio de desenvolvimento da cultura e em diferentes estruturas da planta, porém, geralmente os efeitos são percebidos nas folhas.
Em geral, a infecção inicia no “baixeiro” (terço inferior da planta) com a formação de pontuações mais escuras no formato poligonal. Após a colonização do fungo, no interior dos tecidos, ocorre a formação das urédias e, porteriormente, são formados os uredóporos (esporos). Com o passar do tempo e a evolução da doença, o tecido ao redor da lesão adquire coloração castanho-avermelhada com lesões visíveis em ambas as faces foliares causando rápido amarelecimento e queda prematura das folhas.
A facilidade de dispersão dos esporos do fungo facilita a proliferação da doença, que não respeita fronteira agrícola. Com isso, as regiões em que a epidemia se manifesta de forma precoce podem influenciar áreas que cultivam a soja mais tarde.
Dados da consultoria Kleffmann sobre a safra 2018/19 mostra que os produtores estão cada vez mais atentos ao problema. Isso porque o percentual de adoção de preventivos foi 12,6% superior à safra anterior.
Ciclo de vida da ferrugem-asiática ou ferrugem-soja
(Phakopsora pachyrhizi)
Estima-se que a primeira geração de pústulas pode manter a esporulação por até quinze semanas, mesmo sob condições de baixa umidade. Para que o fungo (Phakopsora pachyrhizi) infecte a planta são necessárias condições favoráveis, tais como disponibilidade de água na folha, mínimo de 6 horas de molhamento foliar e temperatura entre 15 e 25º C. Sendo assim, o clima, em especial, as chuvas podem favorecer a infestação da doença. Em condições favoráveis, o fungo completa o seu ciclo de vida de 6 a 9 dias.
A ferrugem asiática apresenta uma ampla gama de plantas hospedeiras, ao todo são mais de 150 espécies, entretanto, os principais hospedeiros são as plantas de soja das lavouras e as tigueras (plantas voluntárias). Além disso, os esporos são facilmente disseminados pelo vento e podem ser transportados por grandes distâncias, fatores que estimulam a disseminação da doença.
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Dicas para o manejo da ferrugem-asiática ou ferrugem-da-soja
(Phakopsora pachyrhizi)
- Vazio sanitário:
O vazio sanitário é uma medida fitossanitária com o objetivo de combater a disseminação da ferrugem-asiática. O objetivo é reduzir a sobrevivência do fungo causador da doença durante a entressafra e assim atrasar a ocorrência da ferrugem durante a safra. No Brasil, treze estados e o Distrito Federal adotaram essa medida, estabelecida por meio de normativas, com isso, é manter as lavouras sem o cultivo da soja ou plantas voluntárias por no mínimo 90 dias.
- Uso de variedades precoces:
As variedades de ciclo precoce são colhidas mais rápidas e, por isso, permanecem por menos tempo no campo. Com isso, há uma redução do período de exposição da planta à doença. Um outro fator importante é o uso de variedades genética modificadas, ou seja, mais tolerantes à ferrugem.
- Manejo preventivo:
O manejo preventivo é uma importante ferramenta no controle estratégico da ferrugem asiática, para isso, indica-se o uso de fungicidas multissítios protetores para aumentar a eficácia dos fungicidas específicos. Para evitar uma maior pressão na seleção de populações de fungos mais resistentes aos fungicidas, recomenda-se apenas duas aplicações de produtos à base de carboxamidas ao longo do ciclo. Além disso, o produtor deve se atentar para a necessidade de rotacionar produtos que contenham diferentes mecanismos de ação.
- Rotação de culturas:
Outro fator que ajuda a eliminar os hospedeiros dessa doença é a rotação de culturas com plantas não hospedeiras do fungo, como por exemplo, o milho. Com isso, recomenda-se evitar o plantio da soja “safrinha” sobre a soja da safra verão a fim de evitar o desenvolvimento de inóculo da doença.
Produtos para controle da ferrugem-asiática ou ferrugem-da-soja
(Phakopsora pachyrhizi)

Eleve ®
Culturas:
Algodão |Arroz |Café |Citrus |Milho |Soja |Tomate |Trigo |
Ingredientes Ativos:
Mancozebe

Nillus ®
Culturas:
Amendoim |Arroz |Batata |Citrus |Feijão |Soja |Tomate |Trigo |
Ingredientes Ativos:
Clorotalonil 500 g/L

Pontual ®
Culturas:
Algodão |Amendoim |Milho |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
Azoxistrobina + Ciproconazol + Clorotalonil
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