Tiririca
(Cyperus rotundus)
O que é Tiririca?
A tiririca, cujo nome científico é Cyperus rotundus, é uma planta daninha perene da família Cyperaceae, considerada uma das mais agressivas e difíceis de controlar na agricultura brasileira. Originária da Ásia, está distribuída praticamente em todo o Brasil, adaptando-se a diferentes tipos de solo e clima. Caracteriza-se pela produção de tubérculos subterrâneos chamados pseudotubérculos, que permitem uma rápida multiplicação e regeneração mesmo após tentativas de controle.
Nomes Populares
Além de tiririca, essa planta é conhecida por diversos nomes populares: Junça-aromática, Junça-de-conta, Capim-dandá, Tiririca-do-brejo, Erva-coco, Cebolinha.
Esses nomes variam conforme a região e o contexto agrícola, mas se referem à mesma espécie invasora.
Como a Tiririca se prolifera?
A tiririca se multiplica principalmente vegetativamente por meio de rizomas e tubérculos subterrâneos, o que dificulta seu controle, já que fragmentos pequenos do sistema radicular podem originar novas plantas. As sementes têm pouca relevância na propagação. Os tubérculos podem estar a até 40 cm de profundidade, tornando os métodos mecânicos e alguns herbicidas menos eficazes, pois estes precisam atingir as gemas subterrâneas para eliminar a planta.
Cultivos afetados
O que a Tiririca causa na sua lavoura?
Essa planta provoca sérios prejuízos à lavoura, entre eles:
Competição intensa por água, luz e nutrientes, diminuindo o crescimento e a produtividade da soja, milho e trigo
Dificuldade na colheita devido ao emaranhado dos tubérculos e raízes, podendo causar danos ao maquinário
Facilitação da proliferação de pragas e doenças secundárias, agravando as perdas
Persistência no solo por anos, dificultando o estabelecimento e manutenção das culturas
Estudos mostram que a tiririca pode causar prejuízo de até 70% em culturas como milho, especialmente quando a infestação ocorre em estágios iniciais e sem manejo adequado.
Regiões mais afetadas pela Tiririca no Brasil
Essa planta está presente em praticamente todas as regiões do Brasil, sendo especialmente problemática:
Em solos mal drenados e áreas com manejo insuficiente
Dados de perda e riscos
A tiririca é considerada uma das plantas daninhas que mais causam perdas econômicas, com impacto direto na produtividade e na qualidade das culturas. Em áreas com infestação severa, a redução da produção pode chegar a 70%, além dos custos elevados com manejo e controle contínuo devido à persistência da planta no solo.
Como controlar a Tiririca
Manejo Químico
O controle químico da tiririca é complexo, exigindo herbicidas sistêmicos que penetrem profundamente no sistema radicular. O glifosato é amplamente utilizado, com eficiência aumentada quando associado a herbicidas como paraquat e diquat. Aplicações devem ser concentradas e em múltiplos eventos para garantir a erradicação dos tubérculos subterrâneos.
Manejo Cultural
Rotação de culturas que dificultam o estabelecimento da tiririca
Manutenção da cobertura do solo com plantas de cobertura para reduzir a emergência da praga
Melhora da drenagem do solo para evitar ambientes favoráveis ao crescimento da tiririca
Controle Mecânico e Manejo Integrado
A remoção manual é recomendada para infestações pequenas, mas deve ser completa para evitar rebrotes. O revolvimento do solo deve ser realizado com cautela para não fragmentar rizomas e favorecer a multiplicação. O manejo integrado da tiririca combina as práticas acima, buscando minimizar a infestação e dificultar sua reinfestação, sendo essencial para garantir a produtividade e sustentabilidade da lavoura.
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Fluente ®
Culturas:
Arroz |Cana-de-açúcar |Milho |Pastagem |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
2,4-D-dimetilamina 806 g/L
PonteiroBR ®
Culturas:
Abacaxi |Amendoim |Café |Cana-de-açúcar |Citrus |Fumo |Soja |
Ingredientes Ativos:
Sulfentrazona 500 g/L
Templo ®
Culturas:
Algodão |Café |Cana-de-açúcar |Citrus |Eucalipto |Feijão |Milho |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
540 g/L de equivalente ácido de glifosato
Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”
Saiba mais sobre o manejo de plantas daninhas de difícil controle no site do HRAC Brasil












