Fedegoso
(Senna spp.)
O que é Fedegoso?
O fedegoso, cientificamente conhecido como Senna obtusifolia, é uma planta daninha perene, subarbustiva e lenhosa da família Fabaceae. Pode atingir entre 1 e 2 metros de altura, com folhas compostas paripenadas de 4 a 6 pares de folíolos e flores amarelo-ouro. Essa planta é comum em pastagens, lavouras e áreas de borda de estrada no Brasil, destacando-se pelas características de persistência e alta competitividade.
Nomes Populares
O fedegoso é conhecido também por outros nomes populares, tais como: Mata-pasto-liso, Fedegoso-branco, Mata-pasto.
Esses nomes variam conforme a região, mas sempre designam o mesmo grupo de plantas daninhas invasoras.
De que forma o Fedegoso se prolifera?
A reprodução do fedegoso ocorre exclusivamente por sementes, produzidas em grande quantidade em vagens achatadas que amadurecem do final do verão ao outono. A germinação escalonada ocorre na primavera, garantindo a dispersão e a infestação prolongada nas áreas cultivadas. A planta é altamente adaptável a solos pobres, erodidos e secos, sobrevivendo em condições adversas e manifestando difícil controle.
Cultivos afetados
Saiba o que o Fedegoso causa na sua lavoura?
O fedegoso provoca impactos severos como:
Competição agressiva por nutrientes, luz e água, limitando o desenvolvimento das culturas de soja, milho e trigo
Elevada capacidade de competição, sendo a planta daninha que mais causa perdas na soja em algumas regiões, com até 39% de redução da produtividade em densidades de 10 plantas/m²
Dificuldade no controle devido ao seu porte lenhoso e persistência, aumentando custos operacionais e insumos
Pode ser tóxico para animais quando presente em pastagens, agravando o impacto econômico
Regiões no Brasil mais afetadas pelo Fedegoso
O fedegoso está presente principalmente nas regiões:
Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, especialmente em solos de cultivo intensivo
Pastagens degradadas e áreas de produção agrícola onde o manejo torna-se mais difícil
Sua adaptação a vários tipos de solo e clima, incluindo regiões secas e erosionadas, faz dele uma ameaça constante para a agricultura brasileira.
Dados de perda e riscos
Estudos indicam que a presença de apenas 1 planta de fedegoso por m² pode causar até 8% de perda na produtividade da soja, enquanto infestações maiores (10 plantas/m²) levam a perdas de até 39%. O desafio agronômico é elevado devido ao crescimento lenhoso, que dificulta o controle mecânico e químico, especialmente em estágios avançados, resultando em custos maiores de manejo e redução significativa da rentabilidade.
Como controlar o Fedegoso?
Manejo Químico
O controle químico deve ser focado no manejo preventivo e aplicação de herbicidas nas fases iniciais da planta, usando produtos com diferentes mecanismos de ação para evitar resistência. Herbicidas à base de glifosato, 2,4-D e outros inibidores de ALS são comuns, mas a alternância e associação entre eles são recomendadas para maior eficácia.
Manejo Cultural
- Rotação de culturas para interromper o ciclo do fedegoso
- Uso de plantas de cobertura para reduzir a emergência da planta daninha
- Intervenções mecânicas eficientes no início da infestação para minimizar o banco de sementes
Monitoramento e Prevenção
Monitoramento regular da lavoura e atenção nas fases iniciais da cultura são críticos para detectar e controlar o fedegoso antes que cause danos irreversíveis.
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Culturas:
Algodão |Feijão |Milho |Soja |
Ingredientes Ativos:
Tiafenacil 339 g/L
Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”
Saiba mais sobre o manejo de plantas daninhas de difícil controle no site do HRAC Brasil






