Braquiária
(Brachiaria decumbens)
O que é Braquiária?
A braquiária, cientificamente conhecida como Brachiaria decumbens, é uma gramínea de origem africana introduzida no Brasil na década de 1960 como forrageira para pastagens. Porém, tornou-se uma planta daninha invasora em áreas agrícolas durante a expansão do cultivo, especialmente no Cerrado e regiões Sul e Sudeste. É conhecida por sua capacidade de formar touceiras densas, invadir áreas cultivadas e competir diretamente com culturas como soja, milho e trigo.
Nomes Populares
Popularmente, a braquiária pode ser referida por nomes como: Capim-braquiária, Capim-colchão (nome confuso, pois refere-se a outras espécies também), Gramínea invasora (nome genérico em áreas agrícolas).
O termo “braquiária” é amplamente utilizado, embora seu nome científico oficial tenha passado por reclassificações, sendo também referida como Urochloa decumbens em algumas literaturas técnicas.
Como a Braquiária se prolifera?
Essa planta daninha se multiplica por sementes altamente viáveis, que podem permanecer no solo por vários anos. Sua dispersão ocorre pelo vento, máquinas agrícolas, veículos e até mesmo em pastagens pelo transporte por animais. Além das sementes, ela possui capacidade de propagação por rizomas em algumas condições.
Cultivos afetados
O que a Braquiária causa na sua lavoura?
Essa planta acarreta sérios problemas fitossanitários e produtivos, como:
Forte competição por água e nutrientes, especialmente em períodos de estiagem
Redução do desenvolvimento das culturas devido à sombra e espaço ocupado nas áreas cultivadas
Dificuldade na colheita por causar embuchamento nas máquinas
Aumento dos custos operacionais com controle e manejo
Regiões mais afetadas pela Braquiária no Brasil
Essa planta está amplamente disseminada no Brasil, com maior incidência em:
Dados de perda e riscos
A presença da braquiária em áreas agrícolas provoca redução direta na produtividade e aumento dos custos de produção. Em condições favoráveis à sua proliferação, pode reduzir de 30% a 80% a produtividade das culturas que ocupa. Sua resistência crescente a herbicidas exige manejo integrado e técnicas rotacionadas para evitar resistência e garantir controle efetivo.
Como controlar a Braquiária?
Manejo Químico
O controle químico da braquiária é recomendado para situações em que a infestação está estabelecida. Herbicidas pós-emergentes como fluazifop-p-butil e clethodim são eficazes para gramíneas. A aplicação deve ser feita no estágio inicial da infestação para melhores resultados. Em sistemas de plantio direto, herbicidas pré-emergentes ajudam a prevenir novas infestações.
Manejo Cultural
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Rotação de culturas com espécies de ciclo curto e plantas de cobertura para dificultar a proliferação da braquiária
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Manejo adequado da pastagem para evitar o florescimento e produção de sementes
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Limpeza rigorosa de máquinas para impedir a dispersão de sementes entre áreas
Monitoramento e Prevenção
O monitoramento contínuo e o controle precoce são fundamentais para evitar o estabelecimento e disseminação da braquiária, que, uma vez instalada, é muito difícil de erradicar.
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Culturas:
Milho |
Ingredientes Ativos:
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ConfianteBR ®
Culturas:
Café |Citrus |
Ingredientes Ativos:
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Terrad’or ®
Culturas:
Algodão |Feijão |Milho |Soja |
Ingredientes Ativos:
Tiafenacil 339 g/L
Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”








