Picão-preto
(Bidens spp.)
O que é Picão-preto?
O picão-preto, cujo nome científico é Bidens pilosa, é uma planta daninha anual da família Asteraceae, muito comum em lavouras brasileiras. Com alta adaptabilidade e resistência, é considerada uma das principais plantas daninhas de ciclo curto que desafiam o manejo agrícola, especialmente em culturas de soja, milho e trigo. Caracteriza-se por seu crescimento rápido, folhas serrilhadas e sementes com espinhos que facilitam a dispersão.
Nomes Populares
Além do nome picão-preto, essa planta é conhecida por diversos outros nomes populares, que incluem: Picão, Carrapicho, Picão-amarelo, Carapicho-de-agulha, Amor-seco, Macela-do-campo. Esses nomes variam regionalmente, mas fazem referência à mesma espécie de planta daninha bastante agressiva no campo.
De que forma o Picão-preto se prolifera?
O picão-preto se reproduz predominantemente por sementes que são altamente viáveis e produzidas em grande quantidade — uma única planta pode gerar de 3.000 a 6.000 sementes. As sementes têm alta capacidade de dispersão, sendo espalhadas rapidamente pelo vento, maquinário agrícola, animais e movimentação de solo. Além disso, estas sementes podem permanecer viáveis no solo por vários anos, dificultando o controle.
Cultivos afetados
Saiba o que o Picão-preto causa na sua lavoura?
A presença dessa planta interfere significativamente nas lavouras ao:
Competir de forma agressiva por água, nutrientes e luz, prejudicando o crescimento das plantas de soja, milho e trigo
Causar redução da produtividade, comprometendo a qualidade e o rendimento final da colheita
Impedir ou dificultar a atividade de colheita e outras operações agrícolas devido à sua densidade e espinhos
Em casos de infestações severas, as perdas na produção podem ser significativas, com relatos de até 90% de redução na produtividade, especialmente quando não se adota um manejo adequado e preventivo.
Regiões no Brasil mais afetadas pelo Picão-preto
Essa planta tem ampla distribuição no Brasil, ocorrendo principalmente:
Dados de perda e riscos
Além da perda direta na produtividade, a presença do picão-preto em lavouras resulta em custos operacionais mais altos, tanto em insumos quanto em trabalho. A resistência crescente a herbicidas, especialmente ao glifosato, tem dificultado ainda mais o controle, elevando os riscos de disseminação e prejuízo econômico. Custos de produção podem aumentar de 42% a 222% em áreas com infestações intensas de picão-preto resistente.
Como controlar o Picão-preto?
Manejo Químico
O controle químico exige a alternância de herbicidas com diferentes mecanismos de ação para evitar a seleção de plantas resistentes. Herbicidas do grupo ALS e glifosato têm histórico de resistência na espécie, exigindo a combinação e rotação com outros produtos fitossanitários eficientes. Aplicações devem ser feitas nas fases iniciais da planta para maior efetividade.
Manejo Cultural
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Rotação de culturas para quebrar o ciclo da planta daninha
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Uso de plantas de cobertura para competição e redução da emergência do picão-preto
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Limpeza rigorosa de máquinas e equipamentos para evitar a dispersão de sementes através do maquinário
Monitoramento e Prevenção
O monitoramento constante da lavoura e controle da planta daninha na entressafra são medidas essenciais para reduzir o banco de sementes e limitam a expansão do picão-preto.
Manejo Integrado
Combinar práticas culturais, químicas e mecânicas representa a melhor estratégia para um manejo sustentável e eficiente do picão-preto.
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Brucia ®
Culturas:
Milho |
Ingredientes Ativos:
tolpiralate
ConfianteBR ®
Culturas:
Café |Citrus |
Ingredientes Ativos:
tiafenacil
Terrad’or ®
Culturas:
Algodão |Feijão |Milho |Soja |
Ingredientes Ativos:
Tiafenacil 339 g/L
Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”
Saiba mais sobre o manejo de plantas daninhas de difícil controle no site do HRAC Brasil








