Erva-quente

(Spermacoce latifolia)

O que é Erva-quente?

A Erva-quente, cientificamente conhecida como Borreria latifolia, é uma planta daninha anual da família Rubiaceae, comum em áreas cultivadas, pastagens e terrenos baldios no Brasil. É especialmente prevalente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Esta planta apresenta crescimento prostrado, folhas pequenas e flores pequenas, geralmente amarelas, e é conhecida por sua alta competitividade e persistência na lavoura.

Nomes Populares

Além de Erva-quente, ela é conhecida informalmente como: Vassourinha-de-botão, Borreria, Erva-morna (região sul).

Esses nomes são usados em várias regiões para designar espécies próximas com características semelhantes.

De que forma a Erva-quente se prolifera?

A planta se propaga principalmente por sementes pequenas e abundantes que podem permanecer no solo por períodos prolongados. Sua emergência é favorecida por solos leves e temperaturas elevadas no verão, tornando-a dominante em diversas lavouras, sobretudo em sistemas de plantio direto.

Alvos - Erva Quente - Ourofino Agro - Lateral

Cultivos afetados

Saiba o que a Erva-quente causa na sua lavoura?

A Erva-quente causa prejuízos à lavoura ao:

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Competir por luz, água e nutrientes, reduzindo a capacidade produtiva da soja, milho e trigo

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Servir como hospedeira para nematoides e outros patógenos, aumentando os riscos fitossanitários

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Apresentar alta resistência a herbicidas, dificultando seu controle e permitindo que se torne infestante em várias safras

Estudos indicam que seu crescimento vigoroso pode comprometer severamente a produtividade se não controlada corretamente.

Regiões no Brasil mais afetadas pela Erva-quente

A Erva-quente é mais comum e problemática nas regiões:

Sudeste (Minas Gerais, São Paulo)
Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás)
Sul do Brasil (Paraná, Rio Grande do Sul)
Sua adaptação a diferentes condições climáticas e tipos de solo a torna uma planta daninha presente em diversas áreas agrícolas.

Dados de perda e riscos

A infestação por Erva-quente pode resultar em perdas de produtividade que impactam diretamente a rentabilidade das culturas principais. A resistência da planta a herbicidas como o glifosato e 2,4-D, especialmente em estágios avançados, aumenta a complexidade do manejo e os custos associados.

Como controlar a Erva-quente?

Manejo Químico

O controle químico exige aplicação de herbicidas sistêmicos e de contato em estágios iniciais da planta para evitar a rebrota. Produtos como 2,4-D, glifosato, clorimuron, imazetapir, saflufenacil, flumioxazin e glufosinato de amônio são indicados, respeitando-se o momento correto de aplicação para eficácia máxima.

Manejo Cultural

  • Rotação de culturas e implantação de plantas de cobertura para reduzir a emergência

  • Capinas mecânicas e manuais em áreas com baixa infestação

  • Utilização de modo integrado com controle químico para resultados superiores

Monitoramento e Prevenção

O monitoramento rigoroso e o manejo antecipado são essenciais para controlar a disseminação da Erva-quente, evitando o aumento do banco de sementes e perda de produtividade.

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Terrad’or ®

Culturas:
Algodão |Feijão |Milho |Soja |
Ingredientes Ativos:
Tiafenacil 339 g/L

Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”

Saiba mais sobre o manejo de plantas daninhas de difícil controle no site do HRAC Brasil