Análise da safra brasileira de cana-de-açúcar 20/21 e tendências de mercado

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Saiba quais são as principais ações de controle do método e como impementá-las na sua lavoura

Análise da safra brasileira de cana-de-açúcar 20/21

por Antonio de Padua Rodrigues - Diretor Técnico da UNICA | Episódio 15

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Principais Destques

 

  • Balanço da safra de cana-de-açúcar;

  • Mercado de açúcar e etanol;

  • Perspectivas para o segundo semestre do ano;

  • O que esperar do RenovaBio?

Mais de 50% da safra brasileira de cana-de-açúcar 2020/2021 já foi colhida, o que representa cerca de 326,44 milhões de toneladas, contra 308,96 milhões contabilizadas no mesmo período do ano passado. Os dados são da ÚNICA, União da Indústria de Cana-de-açúcar.

O clima seco tem favorecido o trabalho no campo. De acordo com o boletim de clima da ÚNICA, no acumulado dessa safra, o volume de chuvas está 40% menor em relação a média histórica.

No episódio 15 do podcast Fala, Agro! conversamos com o Diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodgrigues, sobre as perspectivas para o setor no segundo semestre do ano. Veja abaixo os principais trechos dessa entrevista

Balanço da safra de cana-de-açúcar

“Até o fim de julho havíamos registrado uma moagem de cerca de 326 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa um incremente de 5,6% em comparação com o mesmo período da safra passada. São Paulo é o Estado que mais avançou na colheita. Ainda existe um pequeno atraso nos Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná”.

 “Se por um lado essa falta de chuva vai prejudicar a área a ser colhida no último terço da safra, por outro a seca favoreceu o avanço da colheita e a concentração de ATR na cana. A quantidade de Açúcares Total Recuperável (ATR) é o mais importante para as usinas. No início da safra, as unidades processadoras tinham uma expectativa grande em relação à produção e isso não foi alcançado devido a estiagem. Porém, em relação ao ano passado o rendimento das lavouras tem sido superior”.

 “O que mais preocupa neste momento é que tivemos um forte avanço do plantio, plantamos muita cana de um ano e meio de janeiro a abril, e essa falta de chuva pode afetar muito mais a produtividade da próxima safra do que desta, propriamente dito. Também devemos ter impacto na área já colhida, ou seja, no desenvolvimento da soqueira”.

 “Mesmo ocorrendo uma queda na produtividade agrícola daqui para frente, isso não significa que teremos uma safra menor em produto, pois, a concentração de açúcares que hoje está em 6kg superiores ao ano passado, pode terminar em 3kg ou 4kg superiores ao ano passado”.

Mercado de etanol e açúcar

“Cerca de 84% da cana-de-açúcar no Brasil é processada em unidades que produzem açúcar e etanol e 16% em usinas que fabricam apenas etanol, ou seja, as destilarias autônomas. Nessas duas últimas quinzenas o mix produtivo tem ficado em 40% para açúcar e o maior volume para etanol. Estamos com 6,3 milhões de toneladas de açúcar em 55% da safra realizada, adicionais à produção de açúcar, ou seja, 5,3 milhões de toneladas é fruto da alteração do mix. Os outros 1 milhão de toneladas é por conta do avanço da moagem”.

 “Toda essa produção tem sido destinada ao mercado externo. Estamos batendo recorde de navios esperando no porto de Santos e Paranaguá e não sentimos queda nas vendas de açúcar no mercado interno. Os preços do açúcar continuam muito mais rentáveis do que as cotações do etanol. Muitas empresas fixaram as vendas em janeiro e, mesmo com os preços hoje próximos de 12,5 a 13 cents de dólar por libra peso, esse câmbio tem mantido em reais um bom preço para o açúcar”.

 “No caso do etanol, nos meses de abril e março, a queda no consumo foi muito forte devido à pandemia, porém, nos últimos dois meses já observamos uma recuperação nas vendas de etanol. Isso ocorre, principalmente, pelo incremento das exportações e aumento das vendas do etanol uso não carburante”.

Perspectivas para o segundo semestre do ano

“De modo geral, não devemos ter muitas alterações no terço final da colheita da safra. A única mudança que podemos ter é o movimento em prol da volta da mobilidade e, com isso, a demanda por etanol deve voltar a crescer”.

 “Não vejo ainda nenhuma alteração drástica na produção de açúcar ou etanol, mas sim um crescimento nas vendas de etanol carburante”.

O que esperar do RenovaBio?

“O mercado já está operando na B3 e o que falta resolver é a questão tributária. A tributação de um produto ambientalmente correto em uma alíquota superior a 40% não me parece justo. Quanto ao preço é o mercado que vai precificar, é uma questão de oferta e demanda. Agora, o governo querer ganhar 40% sobre a receita do CBIO me parece algo injuntos”.

 “Eu diria para você que a grande batalha nesse momento é reduzir essa carga tributária. O setor acredita muito no RenovaBio, isso irá levar a um aumento da produtividade e redução de custos, ou seja, nosso produto vai custar mais barato. Se hoje precisamos de 800 litros de etanol para ter a emissão de um CBIO que equivale a redução de uma tonelada de CO2, isso será muito reduzido”.

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