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As plantas daninhas podem causar perdas expressivas em diversas culturas e na pastagem não é diferente. Nesta segunda parte do episódio “Plantas daninhas em pastagem e os principais desafios”, Adilson Aguiar, professor, consultor, pesquisador e especialista em manejo de animais a pasto, comenta sobre as principais alternativas para realizar o controle das plantas daninhas e também os outros desafios do setor.

Confira abaixo os principais pontos abordados neste bate papo para o podcast “Fala, Agro!” da Ourofino Agrociência.

Benefícios no manejo das plantas daninhas

De acordo com Adilson, os benefícios de se realizar o manejo das plantas invasoras nas pastagens são grandes. Na fase de plantio da pastagem, as áreas onde o controle das plantas daninhas é realizado, o nível de produção é 55% maior, se comparado onde não é realizado o tratamento.

Quando se trata da manutenção da pastagem, a diferença é ainda maior. Segundo o especialista, se comparar áreas infestadas com e sem o controle de plantas daninhas, a diferença na produtividade pode chegar a 90%.

“Com isso, diminuímos a capacidade de suporte e de taxa de lotação”, comenta.

O professor diz ainda que já realizou estudos em várias regiões do país e percebeu que o retorno do investimento no controle das plantas daninhas é totalmente satisfatório. “A cada um real investido no controle químico de plantas daninhas o retorno pode variar de R$1,30 a até R$4,60. Quanto maior o nível de infestação, maior será a relação custo-benefício.”

Tipos de manejo

O professor comenta que o uso de herbicidas é um dos métodos de controle. Ou seja, o ideal é realizar uma estratégia de manejo, com diversas alternativas. “Se o pecuarista quiser ter sucesso no controle de plantas daninhas, ele tem que fazer manejo e controle”, complementa.

Manejo preventivo: uma das opções elencadas pelo professor é realizar o manejo das plantas daninhas de forma preventiva, se antecipando à infestação. Dentro deste tópico está a realização de protocolos de recepção de animais, limpeza de maquinários e até mesmo de roupas a calçados de funcionários.

Manejo cultural: é o conjunto de ações realizadas efetivamente na lavoura, como a pastagem, para atingir o maior vigor. Assim, contribui-se para a cultura possuir maior vantagem competitiva com as plantas daninhas.

Métodos de controle das plantas daninhas em pastagem

Partindo para os métodos de controle, Adilson comenta que para quem realiza o plantio da pastagem, pode optar pelo método mecânico de preparo de solo. “Ele deve iniciar no último mês de chuvas na região, quando o solo ainda está macio, e deve-se realizar uma sequência de preparo de solo durante o período de seca.”

Inclusive, o professor faz um alerta sobre o uso de fogo para o controle de plantas daninhas. Segundo ele, não é o método mais eficaz e traz diversos prejuízos e riscos, como para o meio ambiente.

Além disso, as roçadas também não são recomendadas por Adilson. Segundo ele, este método estimula mais brotações das plantas daninhas.

Quando a área já estiver infestada pelas plantas daninhas, o professor orienta que é o momento ideal para realizar o controle químico.

Outros desafios para os criadores de rebanhos

Além das plantas daninhas, diversos outros fatores podem potencializar ou diminuir a capacidade produtiva dos rebanhos. Por isso, o especialista elenca os principais pontos que podem desafiar a produção de animal a pasto.

O primeiro dos desafios é a variável climática. “Quando um pecuarista não é bem orientado sobre a escolha da espécie forrageira ideal, provavelmente ele plantará uma espécie não adaptada às condições climáticas, como o excesso de chuvas e incidência de geadas”, complementa.

O solo também influenciará na produtividade da pastagem. Neste caso, vários fatores interferem, como o relevo, a profundidade do solo, presenças de cascalhos, pedras e rochas e fertilidade natural baixa.

Outro ponto levantado é sobre a infraestrutura da propriedade, como por exemplo o dimensionamento de retiros, não fornecer água e alimentação em locais adequados, além da falta de suplementação do rebanho.

Além disso, muitos produtores utilizam a propriedade com capacidade acima da suportada, o que dificulta o desenvolvimento dos animais. “Isso traz prejuízos para o solo, para a planta, aos animais e também ao meio ambiente.

Inclusive, as pragas também podem trazer grandes prejuízos. Adilson comenta sobre as cigarrinhas-das-pastagens, lagartas, cupins subterrâneos, e outras espécies, que podem diminuir a produtividade as plantas forrageiras.

Suplementação em pastos é outro ponto destacado pelo professor. “Há muitos erros na escolha dos suplementos, seja por suplementos minerais, minerais com uréia, proteico energético, apenas proteico.”

Informação é ouro

Finalizando a participação no podcast Fala, Agro, o professor enfatizou a importância e a necessidade da busca de informações corretas para a tomada de decisões por parte dos pecuaristas: “sem informação nada disso rentabiliza o negócio”.

Parte 1: Plantas daninhas em pastagem e os principais desafios

Com um bate-papo tão completo, dividimos a entrevista em duas partes. Você acaba de conferir a segunda parte. Caso queira ouvir e ficar por dentro da primeira parte desse podcast, clique aqui.

 

Soluções para as pastagens

Confira abaixo as soluções do portfólio da Ourofino Agrociência para manter a alta produtividade das pastagens.

Arbust ®

Culturas:
Arroz |Eucalipto |Milho |Pastagem |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
triclopir 480 g/L

Capataz ®

Culturas:
Algodão |Café |Citrus |Milho |Pastagem |Soja |Tomate |Trigo |
Ingredientes Ativos:
Clorpirifós

Fluente ®

Culturas:
Arroz |Cana-de-açúcar |Milho |Pastagem |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
2,4-D-dimetilamina 806 g/L

GarroteBR ®

Culturas:
Pastagem |
Ingredientes Ativos:
fluroxipir + picloram

Quallis ®

Culturas:
Cana-de-açúcar |Pastagem |
Ingredientes Ativos:
(2,4-D + picloram)

Terra Forte ®

Culturas:
Algodão |Arroz |Feijão |Milho |Pastagem |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
fipronil 250 g/L

Terra Forte NF ®

Culturas:
Algodão |Arroz |Feijão |Milho |Pastagem |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
fipronil 500 g/L

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