Você já deve ter ouvido falar sobre o termo “Internet das Coisas” (tradução da sigla inglesa IoT – Internet of Things), certo? O termo descreve uma tecnologia capaz de coletar e transmitir dados, utilizando, dentre outros recursos, carros autônomos, robôs e máquinas inteligentes, que conversam entre si, podendo gerenciar o uso de energia e insumos, tornando o processo produtivo mais eficiente.

Um dos desafios da pesquisa agropecuária brasileira é desenvolver soluções de IoT para a agricultura tropical. Além de superar as dificuldades de infraestrutura e conectividade, é preciso adaptar as aplicações para a realidade do continente. Nessa linha, no fim de 2017, foi lançado o Plano Nacional de Internet das Coisas, que busca acelerar a implementação da IoT em quatro áreas prioritárias: cidades inteligentes, saúde, agricultura e indústria. A previsão é de que essa implementação gere um impacto de até US$ 21 bilhões na agricultura até 2025.

“A ideia é que o Brasil, além de fomentar esse mercado para ajudar o produtor rural a melhorar a sua produtividade, seja referência em IoT na agricultura tropical. Então é a Internet das Coisas sendo aplicada para capturar dados de drones, imagens de satélites, sensores e colheitadeiras automáticas, usando todas essas informações para melhorar desde o plantio até o armazenamento e a logística de toda a cadeia produtiva”, afirma a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Silvia Massruhá.

O fato é que a inteligência artificial aplicada à agricultura pode melhorar os processos produtivos e apoiar a tomada de decisão pelo agricultor, reduzindo custos e trazendo mais rendimento, portanto, um caminho sem volta, dizem os especialistas. “O avanço na área de agricultura de precisão, com sensores instalados nos equipamentos e conectados em rede, indica que a agricultura do futuro deverá ser cada vez mais apoiada pelo conhecimento científico”, finaliza Silvia.

Jalles firma parceria em projeto pioneiro

Exemplo prático de que a tecnologia chegou para ficar é a parceria entre a Jalles Machado, agroindústria referência no setor sucroenergético nacional, e uma empresa de telefonia móvel. Lançado na cidade de Goianésia (GO), local de uma unidade da Jalles, o trabalho visa utilizar a tecnologia móvel 4G para “iluminar” o campo com o objetivo de melhorar e dar agilidade nos processos de produção da companhia. Além de substituir os apontamentos manuais por online, o projeto prevê melhorar a comunicação entre escritório e campo, bem como fazer com que os computadores de bordo das máquinas agrícolas gerem informações em tempo real.

“Temos colhedoras, tratores e equipamentos com alta tecnologia, mas que nem sempre podemos aproveitar devido à falta de sinal no campo. Estamos muito animados com essa parceria firmada por meio do Clube de Compras da Adial, que com ações como essa, busca fortalecer o setor industrial goiano”, afirma Otávio Lage de Siqueira Filho, diretor-presidente da Jalles Machado. Ao todo, foram fornecidos mais de 800 smartphones e 1000 linhas corporativas, sendo 650 smartphones para apontamentos no campo.

Fundada em 1983, a Jalles produz açúcar cristal e orgânico; etanol anidro, hidratado, industrial e orgânico; levedura; produtos de higiene e limpeza; e energia elétrica, a partir do bagaço e da palha da cana. Para a safra 2018/19, o Grupo Jalles Machado estima colher 4,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, sendo 2,7 milhões de toneladas na unidade Jalles Machado e 2,2 milhões de toneladas na unidade Otávio Lage.

Ficou interessado? Quer saber mais?

Compartilhar

Compartilhe essa notícia com seus amigos!