Gigante na produção e na diversidade

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Diversidade de culturas encontradas no Brasil auxilia a segurança  alimentar e crescimento sustentável ao país

Não é novidade para ninguém que o DNA brasileiro está no campo. Mais do que uma vocação nacional, o agronegócio faz parte da nossa história, contribuindo significativamente para o desenvolvimento socioeconômico do país.

A disponibilidade de terra, recursos naturais e condições climáticas favoráveis possibilitam ao país produzir não só em abundância, mas também em diversidade, transformando os recursos naturais em riquezas e renda para a população.

Não é à toa que o setor é responsável por mais de 20% do Produto Interno Bruto do país e por metade da receita das exportações brasileiras. O agronegócio tem tanto peso na economia como na rotina das pessoas, e está presente desde o cafezinho das primeiras horas do dia até as últimas refeições do dia.

Para você conhecer mais sobre a diversidade de nossas riquezas naturais, separamos alguns números e curiosidades de algumas culturas do agronegócio nacional. Veja abaixo!

Café

É uma das mais importantes culturas do agronegócio brasileiro. No campo ou na cidade, o setor é uma valiosa fonte de renda e inclusão social, pois, gera emprego e beneficia mais de 8 milhões de famílias.

A paixão dos brasileiros pelo grão pode ser vista nos números. A bebida é a segunda mais consumida no país, perdendo apenas para a água. Em média, o brasileiro consome cerca de 839 xícaras de café por ano, números que colocam o país como o segundo maior consumidor da bebida no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

A cafeicultura brasileira é referência no mundo todo, um modelo que concilia qualidade e eficiência produtiva. A procura pelo grão é tão grande que cerca de um terço do café consumido no planeta é produzido no Brasil.

 

Citrus

Desde a implantação comercial, em 1930, a citricultura tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do país. O setor contempla, além da laranja, principal produto dessa cadeia, a tangerina, a lima ácida e o limão.

A citricultura brasileira é exemplo de modelo de produção sustentável e se destaca pelo crescimento socioeconômico, gerando receita para a balança comercial e empregos no campo e na cidade.

O Brasil detém mais de 80% do mercado mundial de suco de laranja e é responsável por 30% de toda a produção da fruta no planeta. O país possui 1,44 milhões de estabelecimentos rurais produzindo entre laranja, limão e tangerina.

A área plantada chega a 2,9 milhões de hectares, a maior parte concentrada no cinturão citrícola, que é formado pelas regiões do triângulo mineiro, sudoeste de Minas Gerais e o interior do estado de São Paulo.

A Confederação Nacional da Agricultura, CNA, calcula que o valor bruto da produção deve chegar a R$14,8 bilhões em 2019.

Amendoim

O amendoim vem ganhando espaço entre os gigantes do agronegócio nacional, como a soja, o açúcar e a carne bovina. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador do produto na América Latina, atrás apenas da Argentina.

A versatilidade do amendoim, que pode ser usado na produção de paçoca, pé-de-moleque e até aperitivos, tem chamado a atenção dos produtores rurais. Com foco em qualidade, nos últimos 15 anos, a safra brasileira triplicou, chegando a 570 mil toneladas.

A maior parte desse volume vem do estado de São Paulo, onde os agricultores aproveitam a entressafra da cana-de-açúcar para semear o amendoim. Além de contribuir para manutenção e recuperação do solo, o grão também proporciona ganhos econômicos aos produtores.

Com as novas tecnologias no campo e a diversidade de sistemas modernos de secagem e seleção, o setor tem conseguido agregar valor ao produto. Na safra passada, a receita gerada nas fazendas foi de aproximadamente R$1,2 bilhão.

Trigo

Presente em bebidas, como a cerveja, nas massas e no pão nosso de cada dia, o trigo é um dos cereais mais consumidos do mundo. O alimento tornou-se ingrediente básico na mesa de várias famílias.

Apesar da importância desse alimento, o trigo é uma das poucas culturas em que o Brasil não é autossuficiente.  A produção nacional é de 5 milhões de toneladas, em média, o suficiente para suprir apenas metade do consumo interno, que é de aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano.

 No entanto, a expansão do plantio de trigo para novas regiões abre a perspectiva do Brasil se tornar autossuficiente na produção do alimento.

 Tradicionalmente, grande parte da safra vem da região sul do país, entretanto, mas a abertura de novas áreas, principalmente no cerrado, promete mudar o mapa da produção e de abastecimento de trigo no Brasil.

Arroz

É um dos alimentos mais populares no mundo e possui enorme função estratégica tanto a nível econômico quanto social. A cultura apresenta grande capacidade de se adaptar em diferentes condições de clima e solo, podendo ser cultivada em diversas regiões do planeta.

No Brasil a produção de arroz pode ser dividida em três grandes polos: o primeiro e principal é a região sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da safra nacional do grão.

O segundo é a região central, que abrange os estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. O terceiro e último polo é composto pelo Maranhão, onde o plantio do grão ocorre principalmente em propriedades de agricultura familiar.

 

O parque industrial do setor arrozeiro se destaca pela inovação e alto padrão tecnológico, com foco no atendimento diferenciado para suprir os mais exigentes padrões de fornecimento internacional. A qualidade do grão brasileiro é um diferencial no comércio mundial, com presença consolidada em uma diversidade de mais de 70 países da África, América do Sul, Caribe, Oriente médio e Europa.

Fruticultura

Do campo a mesa dos brasileiros, a fruticultura é um dos segmentos da economia que mais tem se destacado. O país tornou-se referência tanto na produção de frutas in natura, como na industrialização de sucos e néctares.

Atualmente, somos o terceiro maior produtor de frutas, atrás apenas de China e Chile, com produção de cerca de 40 milhões de toneladas por ano em 2,3 milhões de hectares.

 

O mercado interno consome a maior parte da produção (95%), mas as exportações vêm crescendo em ritmo acelerado. A Europa é o principal destino, sendo responsável por mais de 50% do volume exportado.

A produção nacional é dividida em 30 grandes polos distribuídos desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte e Amazônia. O Brasil produz com enorme diversidade, porém,  os quatro maiores produtos são banana, laranja, uva e maçã. O setor também possui enorme importância social, pois, gera cerca de 5,6 milhões de empregos diretos e indiretos.

Feijão

 Ele é o alimento mais popular na mesa dos brasileiros e é considerado um símbolo da culinária nacional. No Brasil, a principal variedade de feijão é a do tipo carioca, que representa entre 60% e 80% da produção nacional.

 Por se tratar de uma cultura de ciclo curto, o feijão possibilita o plantio em até três períodos durante o ano. Na primeira safra, cultivada nas regiões Sul e Sudeste, a colheita fica concentrada entre os meses de dezembro e março.

 Na segunda safra, a colheita ocorre entre abril e julho. Na terceira safra, predomina o cultivo do feijão irrigado, e fica concentrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e oeste da Bahia.

Floresta

 O Brasil é o segundo país no mundo com mais áreas florestais, são 463 milhões de hectares, atrás apenas da Rússia. Os seis principais tipos de florestas no Brasil são: Floresta Amazônica, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.

O setor florestal exerce grande importância para a diversidade de ecossistemas do país e contribui para a economia brasileira, gerando produtos para consumo interno e exportação.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, oito cadeias se beneficiam do patrimônio florestal do país: óleos e resinas, fármacos, cosméticos, alimentos, carvão, lenha e energia, papel e celulose e madeira.

O setor exporta 9 bilhões de dólares por ano, sendo responsável por cera de 7% da receita das exportações brasileiras.

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