É sabido que o Brasil é o grande responsável pela geração de alimentos para o mundo. Para que as lavouras sejam cada vez mais produtivas e acompanhem o crescimento da população, no entanto, a utilização técnica e criteriosa de defensivos agrícolas é fundamental, inclusive usufruindo da complementariedade das soluções disponíveis no mercado. É o caso do manejo com herbicidas pré-emergentes em soja (Glycine max).

A evolução do sistema de produção agrícola desta planta tolerante ao herbicida glifosato (RR) possibilitou aos produtores a ampla utilização do ativo no período de pós-emergência, trazendo, inicialmente, a oportunidade de controlar as plantas daninhas de forma fácil, eficiente e com baixo custo. No entanto, a utilização contínua, exclusiva e sem rotacionar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, tem gerado aumentos nas populações resistentes. “Mesmo com os argumentos e da classificação do glifosato como um produto de baixo risco para seleção de espécies de plantas daninhas resistentes, já existem várias, sendo que a buva (Conyza bonariensis) e o capim-amargoso (Digitaria insularis) têm aumentado significativamente o custo de produção da soja, do milho e do algodão, uma vez que vêm evoluindo em área rapidamente, principalmente nos últimos quatro anos”, diz o engenheiro agrônomo e gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino, Roberto Toledo.

Isso porque a evolução de biótipos de plantas daninhas resistentes está condicionada à mudança genética na população, sendo selecionados através da pressão imposta pelo glifosato aplicado de forma contínua na área, o que faz com que a planta sobrevivia à ação do produto na dose recomendada.

Em função do importante impacto das plantas daninhas resistentes ao glifosato na cultura da soja, a Ourofino Agrociência investe para que soluções que atendam aos produtos brasileiros, ou seja, adaptadas às necessidades locais, sejam desenvolvidas. É o caso do herbicida pré-emergente PonteiroBR (sulfentrazone), que possui amplo espectro e residual de controle.

“Buscamos um portfólio robusto para o manejo destas plantas daninhas resistentes ao glifosato em soja, milho e algodão, visando preservar a eficácia do produto, reduzir a evolução dos casos de resistência e proporcionar uma agricultura de alto nível, como a do Brasil”, explica Luciano Galera, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, referindo-se ainda, a mais dois produtos importantes neste manejo, o GrandeBR (clomazone) e CoronelBR (metribuzim).

A Ourofino conta com uma equipe altamente capacitada e focada na agricultura local, além do apoio de renomadas instituições de pesquisa, consultorias e empresas privadas. Para se ter uma ideia, são mais de 30 especialistas, na área de biologia e manejo de plantas daninhas, envolvidos no projeto. “Além dos trabalhos em campo, a Ourofino desenvolveu pesquisas em ambientes controlados de laboratório e também casa-de-vegetação em áreas polos, sempre em estruturas com equipamentos de ponta e com o suporte de instituições como a Unesp de Botucatu (SP), Embrapa e IPT. Ao todo, foram desenvolvidos 17 protótipos para o PonteiroBR, sendo sete na 1ª geração e outros dez na 2ª geração”, explicam Edson Mattos e Richard Feliciano, gerentes de Pesquisa em Herbicidas e de Formulações da empresa, respectivamente.

Os herbicidas PonteiroBR e Templo são recomendados para soja, cana-de-açúcar e outras culturas, integrando assim os programas Focus 360 e o Ciclo 100.

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