Manejo de percevejos na entressafra reduz perdas
O manejo de percevejos na entressafra é decisivo para proteger a produtividade da soja e do milho no próximo ciclo agrícola. Mesmo fora do período produtivo, pragas como o percevejo-marrom e o percevejo-barriga-verde permanecem ativas e podem comprometer até 30% da lavoura se não forem controladas com antecedência.

Impacto do manejo de percevejos na entressafra
Durante a entressafra, muitos produtores reduzem o nível de atenção às lavouras. Esse cenário favorece a sobrevivência dos percevejos em plantas voluntárias, tigueras e hospedeiros alternativos.
O percevejo-marrom (Euschistus heros) é uma das principais ameaças à soja. Ele afeta diretamente o enchimento dos grãos e a qualidade das sementes. Já o percevejo barriga-verde (Diceraeus spp.) compromete o desenvolvimento inicial do milho, prejudicando o estabelecimento das plantas. Em sistemas soja-milho, bastante comuns no Brasil, o problema se intensifica. As duas culturas funcionam como um ciclo contínuo de abrigo para as pragas. Resultado? Maior pressão de infestação logo no início do plantio.
Solução apresentada
O manejo de percevejos na entressafra exige monitoramento contínuo e ações preventivas ainda no inverno. Especialistas destacam que a redução populacional nesse período é fundamental para evitar danos futuros. A Ourofino Agrociência tem atuado como referência ao promover eventos técnicos e disponibilizar tecnologias para o controle eficaz dessas pragas. Entre as soluções, destaca-se o inseticida Looked®, desenvolvido para controle por contato e ingestão, com dois modos de ação, fator importante no manejo de resistência. A combinação entre boas práticas agronômicas e tecnologia adequada permite maior controle e previsibilidade no campo.
Benefícios práticos do manejo de percevejos
- Redução da população de pragas antes do plantio
- Menor pressão de infestação na fase inicial das culturas
- Preservação do potencial produtivo da soja e do milho
- Melhor qualidade de grãos e sementes
- Maior eficiência no manejo de resistência
Entressafra exige atenção
Embora os prejuízos sejam observados durante o ciclo produtivo, especialistas alertam que o manejo deve começar meses antes do plantio. A presença de plantas voluntárias, tigueras e hospedeiros alternativos durante a entressafra favorece a sobrevivência dos insetos e cria condições para o aumento populacional das pragas.
Para Alziro Neto, especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência, o período de inverno representa uma oportunidade estratégica para reduzir a pressão de infestação que será enfrentada pelos produtores no próximo ciclo.
“Quando altas populações de percevejos são observadas durante a safra, o problema geralmente começou meses antes. Esse é o momento mais estratégico para reduzir a pressão desses insetos e minimizar os impactos sobre a produtividade”, afirma.
A preocupação é ainda maior nas regiões que adotam o sistema soja-milho, predominante em grande parte das áreas agrícolas brasileiras. Nesse modelo, as duas culturas contribuem para a manutenção contínua das populações de percevejos ao longo do ano, aumentando a pressão sobre as lavouras e tornando o monitoramento ainda mais importante.
“O percevejo-marrom continua sendo uma das principais ameaças para a soja, enquanto o barriga-verde ganhou relevância com a expansão do milho safrinha. São espécies que exigem acompanhamento constante e decisões técnicas bem planejadas para evitar prejuízos significativos”, destaca Alziro.
Diante do aumento da preocupação com o manejo preventivo de percevejos, a Ourofino Agrociência tem promovido uma série de eventos técnicos em diferentes regiões produtoras para discutir estratégias de manejo e apresentar novas alternativas para o controle de percevejos e outras pragas de importância econômica.
Entre as soluções disponíveis está o Looked®, inseticida foliar desenvolvido para o controle por contato e ingestão, com mecanismos neurotóxicos distintos. Possuindo dois modos de ação, um ponto muito importante para o manejo de resistência dos insetos. A tecnologia apresenta amplo espectro de ação, rápida absorção e embalagem hidrossolúvel, características que ampliam as opções disponíveis aos agricultores dentro de programas de manejos de pragas.
“O controle eficiente dos percevejos depende da combinação entre monitoramento, boas práticas agronômicas e tecnologias adequadas. O produtor que começa a se preparar ainda na entressafra chega à próxima em condições muito mais favoráveis para proteger seu potencial produtivo”, conclui.
Conclusão
Antecipar o manejo de percevejos na entressafra é uma estratégia inteligente e necessária para produtores que buscam alta produtividade. Com monitoramento adequado e uso de tecnologias confiáveis, é possível reduzir significativamente os impactos dessas pragas.
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