Capim-carrapicho
(Cenchrus echinatus)
O que é Capim-carrapicho?
O capim-carrapicho, cientificamente conhecido como Cenchrus echinatus, é uma gramínea de folha estreita anual da família Poaceae, originária da África e amplamente disseminada no Brasil. Forma touceiras densas com espinhos aderentes que se fixam em roupas e máquinas, caracterizando-se por seu porte baixo (até 1m) e inflorescências espinhosas.
Nomes Populares
Além de capim-carrapicho, essa filha estreita é também conhecida como: Capim-espinho, Carrapicho, Botão-de-ouriço.
Esses nomes refletem seus espinhos aderentes e ocorrência comum em áreas agrícolas.
De que forma o Capim-carrapicho se prolifera?
Reproduz-se por sementes espinhosas (até 1.500 por planta) dispersas por animais, vento e máquinas, com alta viabilidade e dormência que permite emergência prolongada em solos arenosos e quentes.
Cultivos afetados
Saiba o que a folha estreita Capim-carrapicho causa na sua lavoura?
O Capim-carrapicho provoca impactos severos como:
O capim-carrapicho compete agressivamente por água, luz e nutrientes, reduzindo o estande e vigor das culturas de soja, milho e trigo.
Forma densas touceiras que sombreiam plantas cultivadas, limitando fotossíntese e causando perdas de até 40% na produtividade.
Dificulta colheita por contaminar grãos com espinhos e embuchar máquinas, elevando custos pós-colheita.
Regiões no Brasil mais afetadas pelo Capim-carrapicho
O Capim-carrapicho está presente principalmente nas regiões:
Predominante no Nordeste e Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Bahia, em solos arenosos de plantio direto.
Expansão para Sudeste e Sul em áreas de milho safrinha e soja, favorecida por climas tropicais quentes.
Atinge pastagens e lavouras extensas, com banco de sementes persistente em regiões secas.
Dados de perda e riscos
Infestações severas reduzem produtividade em 30-50%, com espinhos contaminando colheitas e elevando custos de manejo em até 25%. Resistência emergente a graminicidas agrava riscos econômicos em milhões de hectares.
Como controlar o Capim-carrapicho?
Manejo Químico
Graminicidas como fluazifop (0,75-1 L/ha) ou clethodim (0,1-0,2 L/ha) em pós-emergência (2-4 folhas) dão >90% eficiência. Associe glifosato em RR e pré-emergentes (S-metolachlor 1,2-1,6 kg/ha). Rote HRAC 1,3,15 vs resistência. Aplique com adjuvantes (20-30°C, UR>60%). (248 chars)
Manejo Cultural
-
Rotação de culturas e plantas de cobertura para suprimir emergência
-
Cobertura do solo com palhada para reduzir dispersão de sementes
-
Limpeza rigorosa de máquinas para evitar transporte de espinhos
Monitoramento e Prevenção
Monitore pré-emergência e semanalmente com amostragem (20 pontos/ha); limite de ação: 5 plantas/m². Controle na entressafra com herbicidas residuais esgota banco de sementes em 70-80% após 2 ciclos. Limpe máquinas e elimine focos em bordaduras para evitar dispersão. (249 chars)
Conheça nossa solução para o controle do Capim-carrapicho
Brucia ®
Culturas:
Milho |
Ingredientes Ativos:
tolpiralate
ConfianteBR ®
Culturas:
Café |Citrus |
Ingredientes Ativos:
tiafenacil
Off Road ®
Culturas:
Algodão |Banana |Batata |Café |Cana-de-açúcar |Citrus |Eucalipto |Feijão |Milho |Soja |Trigo |
Ingredientes Ativos:
Glufosinato-sal de amônio
Terrad’or ®
Culturas:
Algodão |Feijão |Milho |Soja |
Ingredientes Ativos:
Tiafenacil 339 g/L
Conheça a lista completa e atualizada de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil de acordo com os mecanismos de ação no site da WeedScience “The International Herbicide-Resistant Weed Database”
Saiba mais sobre o manejo de plantas daninhas de difícil controle no site do HRAC Brasil








