Como realizar o manejo de lagartas nas principais culturas

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Quando não manejadas, as lagartas podem causar perdas de até 50% na produtividade das lavouras

Principais Destaques

 

  • Como e onde iniciar o manejo de lagartas?

  • Principais espécies de lagartas e potencial de dano

  • Uso de variedades genéticamente modificadas

  • Novidades no portfólio da Ourofino Agrociência

O Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo. A expectativa para a safra 2020/2021, que está no início, é um aumento de 4% na produção. Já a área cultivada deve crescer 1,5%. Portanto, a produtividade será fundamental para a evolução do setor.

Na soja, principal cultura do agronegócio brasileiro, a realização dos tratos fitossanitários, como o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas deve ser conduzida de acordo com a real necessidade de cada lavoura.

No episódio 20 do podcast Fala, Agro! serão abordadas dicas de manejo para o complexo de lagartas das principais culturas do país e as novidades da Ourofino Agrociência para o segmento de inseticidas.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista com o Gerente de Produtos Inseticidas, Marco Drebes da Cunha.

Como e onde iniciar o manejo de lagartas?

“O planejamento do manejo estratégico das lagartas começa na dessecação. O conhecimento técnico da área e das condições edafoclimáticas permite realizar o manejo preventivo das principais pragas, como percevejos e lagartas”.

“Essas pragas podem permanecer nas plantas daninhas de safras anteriores e atacar a cultura no desenvolvimento inicial. Após a dessecação de pré-plantio, deve-se reforçar o manejo com o tratamento de sementes, através do uso de produtos específicos, que possibilitam o desenvolvimento inicial da cultura e o estabelecimento do estande”.

Principais espécies de lagartas e potencial de dano

“As lagartas Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) e a Chrysodeixis includens (lagarta-falsa-medideira) podem causar sérios danos à cultura da soja e merecem atenção especial”.

“As lagartas podem causar perdas de até 50% na produtividade quando não manejadas de forma correta. Esse percentual pode variar de acordo com a cultura e o nível de infestação”.

“Nesse sentido, algumas ferramentas como o MIP (Manejo Integrado de Pragas), uso de produtos biológicos, controle químico e cultivares resistentes são ferramentas que auxiliam o manejo. A estratégia de manejo adotada vai depender do conhecimento da área e da praga”.

“O sucesso desse manejo é que vai garantir o desenvolvimento da cultura, permitindo assim o incremento de produtividade”.

Uso de variedades geneticamente modificadas

“Essas tecnologias tem avançado de forma muito intensa. No caso da soja a implementação de cultivares geneticamente modificadas com a tecnologia de resistência às lagartas ocorreu na safra 2013/2014. Naquele momento, o percentual de adoção foi de 4% apenas. Já na safra 2019/2020 esse percentual corresponde a 70% de toda a área de soja cultivada no Brasil, ou seja, um crescimento exponencial”.

“Entretanto, é importante destacar que essas tecnologias não apresentam a mesma eficácia para todos os grupos de lagartas. Em algumas lagartas como a Spodoptera frugiperda, a proteína geneticamente modificada não tem efeito. Nesse caso, faz-se necessário um acompanhamento especial”.

“Em áreas que não apresentam materiais geneticamente modificados 50% dos inseticidas utilizadas na soja são para controle de lagartas. Em locais com materiais geneticamente modificados esse percentual é de 15%, aproximadamente. Ou seja, em ambos os casos o uso de inseticidas é necessário.

“No Brasil, 90% da área cultivada de milho registra a presença de cultivares geneticamente modificada. No algodão 100% da área plantada apresenta algum tipo dessa tecnologia”.

Portfólio da Ourofino para o controle de lagartas e lançamentos

“O uso de produtos com modo de ações diferentes é fundamental para o sucesso do manejo de resistência de lagartas. Nesse sentido, a Ourofino Agrociência apresenta em seu portfólio alguns produtos eficientes no manejo dessas pragas.”

“Uma dessas tecnologias é o Brilhante, um produto à base de metomil, com registro para as principais pragas e culturas. O produto tem uma forte ação de choque e controla ovos, larvas e fase adulta da lagarta. Além disso, Brilhante é seletivo a inimigos naturais e um excelente parceiro para o MIP, o manejo integrado de pragas.”

“Outro produto importante é o Capataz, uma tecnologia à base de cloropirifós, com registro para as principais pragas e culturas. A principal característica do produto é a ação desalojante, que apresenta um controle rápido e eficaz. A ação desalojante faz com que a praga saia das áreas internas da cultura ficando mais expostas aos produtos, permitindo assim um controle mais eficiente”.

“Esse ano, tivemos o lançamento do inseticida Unânime, um produto fisiológico à base de diflubenzuron e tem como característica principal o residual prolongado, além de ser seletivo a inimigos naturais, sendo um ótima opção para o MIP”.

“O Unânime apresenta um modo de ação diferente do Brilhante e do Capataz e, por isso, são produtos complementares. A ação de choque do Brilhante e do Capataz associado ao residual prolongado do Unânime é uma excelente estratégia para o manejo de lagartas”.

Lançamentos para 2021

“Uma das grandes novidades para 2021 será o lançamento de um produto premium para o segmento de lagartas. Será o primeiro produto com patente da história da Ourofino Agrociência. É um produto à base de diamida e que irá fortalecer ainda mais nosso portfólio para grãos”.

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